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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2006
O ENGANO.

José Sócrates não perdeu.



A leitura de alguma Imprensa Nacional e Estrangeira, sobre o rescaldo das Eleições Presidenciais, leva-me a ficcionar sobre algumas curiosidades e a concluir que no xadrez da Política dois mais dois ás vezes são quatro, mas nem sempre;



Factos concretos:


Bragança foi o distrito que mais votou Cavaco Silva; Cavaco Silva só não ganhou em Beja, distrito conquistado por Jerónimo de Sousa; Os Açores foram o único círculo eleitoral onde Mário Soares teve mais votos do que Manuel Alegre; Os Açores foram também a região com menos idas às urnas (43,08%); Braga foi o distrito com mais votantes (67,62%); Nas eleições presidenciais de 14 de Janeiro de 1996, Jorge Sampaio teve 53,91% dos votos e Cavaco Silva 46,09%;



A opinião dos outros:


A Imprensa internacional, salvo raras excepções, mostrou-se alheia a este acto eleitoral, revelando claramente a pouca importância do nosso País no actual panorama mundial, apesar disso, faço apenas uma referência ao diário económico Financial Times, por ser o único título da imprensa britânica que destaca as eleições presidenciais portuguesas, com um artigo que realça a vitória "esmagadora" de Cavaco Silva referindo ainda que "A sua forte vitória é um retrocesso para o Governo de centro-esquerda de José Sócrates, cujo partido socialista apoiou Mário Soares", esta tese é também corroborada por Ricardo Costa Director-Adjunto de Informação (SIC Online), escrevendo mesmo em artigo de opinião que “José Sócrates é o outro grande derrotado da noite. Apesar da sua posição de primeiro-ministro não ser beliscada, percebe-se que ele é um péssimo secretário-geral do PS: fez más escolhas nas autárquicas e fez piores escolhas nas presidenciais. E ainda fez o erro da noite ao tentar tapar o discurso de Alegre”.



A minha opinião:


Ora é exactamente sobre esse aspecto que eu discordo, José Sócrates não perdeu.


No dia 22 de Janeiro de 2006, houve dois grandes vencedores, Cavaco Silva e José Sócrates, um grande perdedor, o Partido Socialista; e um nem carne nem peixe, o PSD;


Ganhou Cavaco Silva, ganhou e ganhou bem, é o novo presidente da República.


Nem carne nem peixe, o PSD, um partido ostracizado, tímido, a pedir com licença para ir a reboque, um partido cuja bandeira só apareceu após a vitória. Foi sem duvida a melhor estratégia para Cavaco, foi sem dúvida a pior para o PSD.  


Ganhou José Sócrates, ganhou e ganhou ainda melhor.


O povo é soberano mas tem memória curta, a sua opinião é volátil e muda com o vento, ele sabe disso, e nesse sentido a aparente derrota pessoal nestas eleições perder-se-à no horizonte temporal da sua governação, sobrando apenas e tão só o poder de governar sem “sombras” o Partido Socialista. José Sócrates, quando foi a votos ganhou com maioria absoluta. Os principais contestatários à sua liderança, quando foram a votos perderam, perderam nas eleições internas do partido, perderam quando candidatos ás autárquicas, perderam quando candidatos ás presidenciais.


Perdeu a família Soares. O filho, João, deixará de ser o eterno candidato a qualquer coisa, e o pai, o Mário, perderá alguma da presunção que o faz considerar-se dono do partido e da democracia em Portugal.


José Sócrates jogou como ninguém com a vaidade petulante do outro candidato Manuel Alegre. Quem não se lembra da birra que este fez quando não foi escolhido para deputado, quem não se lembra da forma como tiveram que o encaixar na lista por via da sua birra. José Sócrates sabe que o camarada Alegre quando poeta é um mau político, mas não fora a politica e ele não seria conhecido como poeta. Manuel Alegre seria sempre candidato à presidência e foi por isso que Sócrates levou o Partido Socialista a apoiar oficialmente o Soares.


Para Alegre, o milhão de votos que recebeu transformar-se-à num fardo pesadíssimo, pois, ou regressa ao partido e enceta uma guerra para a qual não está preparado, ou sai do partido e enceta um novo movimento condenado ao insucesso. Quando tal acontecer a legitimidade de liderança de José Sócrates no interior do partido será absoluta. José Sócrates demonstrou com a sua atitude ser um verdadeiro estratega do poder, um jogador.


Com tudo isto perde claramente o Partido Socialista.



Ficção:


Numa visão mais ficcionada, ás vezes penso mesmo na existência de um acordo entre Cavaco e Sócrates celebrado em Janeiro, mas de 2005, antes das legislativas, acordo este que serviria ambas as partes, as suas vitórias pessoais.



Em jeito de conclusão:


Não podia terminar no entanto sem referir que o “EL País” (Jornal espanhol) publica o perfil de Cavaco Silva e refere que a carreira do Presidente eleito "reflecte a sua mestria para gerir os ciclos económicos". "Arrogante, distante, habilmente oportunista para uns, gestor capaz, homem calmo e patriota honrado e sacrificado para outros".


 


Estas características não vos fazem lembrar ninguém?


A mim sim, a alguém que tem neste momento uma estátua de cera num museu de Londres.


Talvez Cavaco Silva tenha dito…” porque se não fosse para ganhar…”



Bendito seja.



Gonçalo Dias

publicado por FlaviusII às 18:21
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