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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006
MAU-MARIA
Mau-Maria, há muito tempo que não me dava sequer ao trabalho de usar esta expressão popular, no entanto, quando me confronto com o título “conspiração gay” aquando da minha leitura matutina, quase irreflectidamente vocalizei estas duas palavras, mau-Maria.
Senti um arrepio na espinha, daqueles que se sente somente quando algo ameaça a nossa existência, o nosso bem-estar, o nosso eu.
Foi um mau prenuncio não tenho duvida.
Mas porra, eu até sou dos que acredita no direito à diferença como condição inerente à natureza humana e indispensável para a afirmação integral da personalidade de cada indivíduo, até sou dos que acredita no pluralismo de ideias, na justiça, na liberdade e na solidariedade, acredito até na pluralidade de opiniões. Defendo intransigentemente a moderação, a convivência pacífica entre homens de credos e raças diferentes, e até sou avesso a qualquer tipo de xenofobia.
Congratulo-me de ser um indivíduo com valores e princípios claros, permeável à criatividade e à imaginação, aberto à inovação e à mudança.
Sim, eu sou assim, o problema é que eles não.
Parem um pouco e reflictam comigo, estamos ou não a sofrer o efeito de uma grande conspiração “gay”?
Não chegava eles virem por detrás, agora também é pela frente, pelos flancos, por cima e por baixo, estão em todo lado como um enorme polvo, pronto a cobrir-nos com os seus poderosos tentáculos.
Não tenho dúvida, estamos a ser atacados, e o pior ainda está para vir.
Ao tempo que nos andam a mentalizar, a educar os nossos filhos, a entrar em nossa casa de mansinho, por todos os meios de comunicação social, em forma de apresentador ou tipo esquadrão de TV, eles entram em nossa casa como um ente querido que só nos quer bem, que nos ensina com muita paciência, que nos incute novos valores de modernidade, que nos ensina o certo e o errado, a diferença entre o bem e mal, entre o dia e a noite, entre o que era e o que passa a ser, sobre a moda e o amor.
Foram criando ao longo do tempo imagens completamente depreciativas, para os termos como macho ou machista, fêmea ou feminista, um desrespeito completo entre o ser-se homem ou mulher e pela forma como ambos se relacionam. Há algum tempo atrás ter bigode e pelos no peito era sinal de masculinidade, hoje é anti higiénico, conseguiram transformar a imagem do macho latino promovendo o ridículo e caricaturando um qualquer Zézé Camarinha, conseguiram até fazer com que o povo português elegesse como herói nacional o José Castelo Branco, um homem que diz que gosta de mulheres, não pelo facto de ser homem mas sim pelo facto de ser lésbica.
Hoje fala-se em fashion & look, o que está na moda é ser-se metro, bi ou outra qualquer coisa sexual, e tudo parece normal.
A mim não me enganam, é a grande conspiração gay, ou acham que é coincidência o facto de se verificar um enorme aumento de eventos a nível mundial do tipo “parada gay”, “convenção gay”, que Hollywood apresente como filme do ano um romance entre “cowboys” maricas. Acham coincidência duas senhoras aparecerem numa conservatória com todo aquele aparato para casar, como alguém escreveu recentemente num artigo de jornal, que “…alguém nos quer fazer crer que duas portuguesas banalíssimas, que se vestem na Zara e nem o 12º ano têm, se lembrariam de um serviço destes sem alguém por trás a manobrá-las e a regá-las com euros?”, não tenho dúvidas é a grande conspiração gay.
Confesso que o que me preocupa, é em primeiro lugar o facto de eles serem intolerantes e no futuro não haver lugar a gente simples e normal como eu, e em segundo lugar, no futuro o meu filho poder dirigir-se a mim neste termos:
- Ó pai, não te preocupes, que eu sou homem, muito homem, mas pede à mãe por favor que me empreste o seu rímel, a base e o batôn porque o meu acabou. Obrigadinha.
Mau-Maria, mau-Maria.


Gonçalo Dias
publicado por FlaviusII às 16:01
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