.posts recentes

. Política de Rendimentos p...

. Política de Rendimentos p...

. A CRISE SOCIAL NO NORTE

. A CRISE SOCIAL NO NORTE

. AGENDA SOCIAL

. Desemprego 2006

. O DESGOVERNO DA SEGURANÇA...

. OE 2007 - Assim não saímo...

. Contradições!

. INCOMPETÊNCIA

.arquivos

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

.Visitas
online
Sexta-feira, 24 de Março de 2006
Será!
Será sempre com um sorriso no canto da boca.
Sempre que se entreguem à leitura dos meus *literatos textos (digo eu, *literatice dirão vocês) que este grandioso espaço me proporciona (a mim tal como a todos os outros *literatelhos, salvo honrosas excepções), imaginem previamente o meu rosto mesmo sem me conhecerem, e saibam que escrevo sempre com um sorriso no canto da boca (bom está bem, associem a este gesto um franzir do sobrolho e uma ligeira inclinação da cabeça para a direita).
Eu quero que tenham a plena certeza que, seja qual for o tema ou pensamento que me ocorra, “serᔠsempre assim que ocuparei este espaço; “serᔠsempre sem ofensa; “serᔠsempre com muito humor; “serᔠsempre com alguma ironia; “serᔠsempre com uma pontinha de sarcasmo.
Bem, sempre, sempre não será, mas tentarei. Hoje por exemplo não consigo franzir o sobrolho. Bom, a verdade é que também não me ocorre nenhum tema ou pensamento. Para ser sincero estou de muito mau humor e até me apetece ser ofensivo, é que isto de escrever tem que se lhe diga, e há por aqui um literatelho, que por norma ocupa o espaço à minha direita (por norma digo eu, não vá hoje estar ocupado por outro), que escreve, escreve, escreve e não se lhe percebe nada, coitado, o homem baralha-se um pouco, ele ou quem lhe escreve os textos, mas é pena pois até fica bem na fotografia. Eu sei que o partido político que ele se diz representar é pequeno e descaracterizado, mas porra, com uma colecção tão curta tinha logo que sair este cromo? Bem por aqui me fico, pois sinto que estou a ficar agressivo e não quero insultar ninguém, por isso penso ser melhor deixar-vos, não com as minhas, mas sim com as dúvidas de um grande amigo meu. Será?
Será que ainda me resta tempo contigo, ou já te levam balas de um qualquer inimigo. / Será que soube dar-te tudo o que querias, ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias. / Será que fiz tudo que podia fazer, ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer. / Será que lá longe ainda o céu é azul, ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul. / Será que a tua pele ainda é macia, ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia. / Será que ainda te posso valer, ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer. / Será que é de febre este fogo, este grito cruel que da lebre faz lobo. / Será que amanhã ainda existe para ti, ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri. / Será que lá fora os carros passam ainda, ou estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda. / Será que a cidade ainda está como dantes ou cantam fantasmas e bailam gigantes. / Será que o sol se põe do lado do mar, ou a luz que me agarra é sombra de luar. / Será que as casas cantam e as pedras do chão, ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão. / Será que sabes que hoje é domingo, ou os dias não passam, são anjos caindo. / Será que me consegues ouvir ou é tempo que pedes quando tentas sorrir. / Será que sabes que te trago na voz, que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós. / Será que te lembras da cor do olhar quando juntos a noite não quer acabar. / Será que sentes esta mão que te agarra que te prende com a força do mar contra a barra. / Será que consegues ouvir-me dizer que te amo tanto quanto noutro dia qualquer. / Eu sei que tu estarás sempre por mim não há noite sem dia, nem dia sem fim. / Eu sei que me queres, e me amas também me desejas agora como nunca ninguém. / Não partas então, não me deixes sozinho, vou beijar o teu chão e chorar o caminho. / Será, / Será, / Será!

Para que saibam:
* Literato – (lat. literatu), s.m. aquele que cultiva a literatura; escritor; homem versado em literatura ou em letras; letrado.
* Literatice – s.f. (deprec.) literatura ridícula; qualidade de literato sem cotação.
* Literatelho – s.m. (deprec.) literato medíocre.




Gonçalo Dias
com a colaboração de Pedro Abrunhosa
publicado por FlaviusII às 12:23
link do post | comentar | favorito
|
.mais sobre mim
.pesquisar
 
.Dezembro 2006
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
24
25
26
27
28
29
31
.links
.Fazer olhinhos
blogs SAPO
.subscrever feeds