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Sexta-feira, 21 de Abril de 2006
Desemprego
Esta semana proponho uma reflexão séria sobre o fenómeno que esta a emergir neste momento no país. O desemprego.

Há alguns anos atrás alguém dizia “O emprego é um importante factor gerador de riqueza e bem-estar. Assim a criação de postos de trabalho constituiu um dos objectivos estratégicos da UE, definidos na cimeira de Lisboa de 2000.”

Neste contexto, foi estabelecido que a meta a alcançar para o emprego em 2010 deveria
situar-se em 70% da população entre os 15 e os 64 anos.
Em 2003, a taxa média do emprego na UE atingiu os 64,3%. No conjunto dos Estados-Membros, 4 países já haviam ultrapassado a meta estabelecida em Lisboa encontrando-se Portugal a cerca de 3 pontos percentuais daquele objectivo (67,2%). Os países mediterrânicos (Espanha, Grécia e Itália), assim como a Bélgica, Polónia, Eslováquia e Hungria, são aqueles que apresentam as taxas de emprego mais baixas ao nível dos 25 Estados-Membros (em torno de 55%).

Em Portugal no espaço de tempo entre 2003-2006 tudo se precipitou, mais concretamente no último ano. Temos vindo a assistir pacificamente ao aumentar deste fenómeno e, mais grave ainda, ninguém parece ter despertado para esta triste realidade.

O governo, que há bem pouco tempo atrás prometeu criar 150.000 postos de trabalho, nada faz. Em conformidade com os dados publicados pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) só desde que tomou posse este governo, já engrossaram as listas do desemprego 157.000 pessoas. No 4º trimestre de 2005, encontravam-se desempregados
447,3 mil indivíduos, o que corresponde a uma acréscimo de 4,0%, face ao trimestre anterior, e de 14,8%, face ao trimestre homólogo de 2004. O acréscimo trimestral observado, abrangeu 17,4 mil indivíduos.
Entre os anos de 2004 e 2005, o desemprego aumentou 15,7%, sendo de 422,3 mil o número médio de desempregados para 2005.

A comunicação social, que tem o dom de transformar meras banalidades em causas nacionais, nem se interessa verdadeiramente pelo tema. Limita-se a noticiar alguns factos e pouco mais. Deixo algumas perguntas no ar.
Onde está aquela comunicação social que à pouco mais de um ano, de tudo fazia um escândalo, para colocar a população contra o então governo?
Se estes dados se têm verificado com o anterior governo, como seria?
Não será esta a verdadeira causa nacional?

O povo português, continua agarrado à velha máxima que todos conhecemos e que tão familiar nos é, “as coisas só acontecem aos outros, a nós nunca…”. Ignorar parece a palavra de ordem.

Em jeito de conclusão gostaria de deixar aqui mais um número. Muito brevemente vamos chegar ao valor nunca antes visto neste país, 500.000 pessoas desempregadas. Será que todos estes dados não vão despertar as nossas consciências? Amanha, posso ser eu, a minha família. Ou quem sabe, até o caríssimo leitor, eventualmente alguém que lhe é próximo! Pensem nisto… .



Flavius II
publicado por FlaviusII às 18:39
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