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Sábado, 9 de Dezembro de 2006
A CRISE SOCIAL NO NORTE
E que soluções?
 
(… continuação da edição anterior)
 
Precisamos de postos de trabalho.
 
Precisamos      de        Infra-estruturas principalmente de        transportes de mercadorias rápidos e baratos que permitam às empresas serem competitivas.
 
Precisamos de Energia mais barata, pelo menos ao preço da dos países nossos concorrentes, e nós temos potenciais energéticos.
 
O tempo em que os salários baixos bastavam para as Empresas serem competitivas já passou.
 
A Crise Social resulta principalmente do desemprego e tem tendência para se agravar.
 
Para contrariar esta situação, torna-se necessário  e imperioso que as empresas instaladas sejam            competitivas,            e          a          competitividade            ganha-se essencialmente com a redução dos custos de produção.
 
Como se sabe, na composição dos custos de produção tem grande relevo a Mão de Obra, a Energia e os Transportes.
 
Se na Região não se criarem condições e infra-estruturas que permitam a competitividade, não se instalam novas empresas, não se criam novos postos de trabalho, e os existentes continuarão a encerrar. Resta-nos a emigração.
Não é pelo custo da Mão de Obra, que as nossas Empresas não são competitivas, ou que não se atraem investimentos para a criação de novos postos de Trabalho.
Se        fosse    só        pela      Mão     de        Obra    barata, seriamos          campeões        da competitividade, não faltaria o trabalho, e viveríamos num Paraíso Social.
 
O custo do trabalho na Região é cerca de 1/6 do da Alemanha; ¼ do dos EUA e da França e 1/3 do Reino Unido e da Irlanda, Países que pela proximidade dos grandes centros de consumo, teoricamente seriam os nossos competidores.
 
Mas há que considerar que mesmo no factor da Mão de Obra barata estão a surgir concorrentes imbatíveis, que apesar de afastados dos actuais centros de consumo já oferecem segurança e estímulos ao investimento, que os torna atractivos.
 
O custo da Mão de Obra em Portugal é cerca de 10 vezes superior ao da China; 7 vezes ao da Índia e 3 vezes ao do Brasil e do México.
 
Se o custo da Mão de Obra já não nos permite competir, temos que explorar vantagens nos outros componentes do custo da produção, que são a Energia e os Transportes de Mercadorias.
 
Precisamos de Transportes Ferroviários de Mercadorias Rápidos. Eficazes e Baratos.
 
Portugal está na periferia da Europa. Para colocarmos os nossos produtos nos grandes centros de consumo, ou sermos abastecidos de componentes, temos que atravessar por estrada extensos Territórios de outros Países,  sujeitos a todo o género de riscos, de bloqueios e até de boicotes.
 
A Região precisa de Transportes Ferroviários de Mercadorias Fiáveis, Rápidos, Seguros e competitivos, que nunca foram nem serão assegurados pela rede existente.
 
O Norte é a Região de Portugal que está mais perto do Centro da Europa, (menos cerca de 200Km), o que seria uma grande vantagem.
 
Pelas fronteiras do Norte passam cerca de 70% do nosso movimento rodoviário internacional de mercadorias.
 
Mas essa evidência tem sido ignorada, e a linha ferroviária internacional para transporte de mercadorias vai ser construída a partir de Sines, para satisfação de interesses estrangeiros.
 
Se as intenções do actual Governo em relação aos megalómanos projectos da “OTA” e do “TGV” que teremos de pagar, não forem travadas, seremos obrigados a passar por Lisboa para chegarmos à Europa. Os tempos e os custos do transporte continuarão insuportáveis, asfixiarão as nossas empresas e consequentemente os postos de trabalho. A única solução será voltarmo-nos para a Galiza.
 
Precisamos de Energia Eléctrica a Preços Competitivos
 
O custo da Energia Eléctrica em Portugal é dos mais caros da Europa, consequência da nossa dependência, da nossa situação geográfica afastada dos centros de produção, e também porque temos vivido numa situação de quase monopólio na produção e distribuição.
 
De acordo com estatísticas recentes (Julho 2006) da UE, nos seus 25 Países só há cinco que tem o preço da energia eléctrica doméstica mais cara, e são Países com um poder compra incomparável com o Português.
 
Se queremos competir, ter Trabalho e alguma Qualidade de Vida na nossa Região, temos que ter Energia barata e bastante, e temos condições e recursos locais para isso.
 
Actualmente Portugal importa quase a totalidade da Energia que consome, o que além da dependência, tem graves implicações na balança de pagamentos e no seu custo final.
Estima-se que em Portugal o consumo de Energia na forma de Electricidade é cerca de 25% do total, e destes 25% só cerca de 30% são produzidos com recursos Nacionais, principalmente Hídricos, embora tenhamos potencial para muito mais.
 
A bacia hidrográfica do Douro só está aproveitada em cerca de 65%.
 
Estamos dependentes em cerca de 92,5% da Energia obtida a partir dos combustíveis fosseis, (Petróleo, Gás e Carvão) que temos de importar, sujeitos à instabilidade do abastecimento e dos preços.
 
Isto tem consequências muito negativas para a organização e sobrevivência das Empresas e para o desenvolvimento económico do país.
 
Precisamos de Energia Eléctrica Competitiva! É urgente investir em formas de energia baratas e fiáveis, e a hídrica é das mais recomendadas pelo impacto que tem no desenvolvimento da economia.
 
A “OTA” e o “TGV” não nos fazem falta. Não vão melhorar as nossas condições de vida, e a maior parte dos postos de trabalho que criarão são ocasionais.
 
Se        precisarmos     de        viajar    para     os        outros países   Europeus,        vamos directamente. Não precisamos de ir de “TGV” por Lisboa que é mais longe, demorará mais tempo e será mais caro.
 
Precisamos é de Postos de Trabalho, Energia mais barata e Transportes Ferroviários de Mercadorias eficazes e económicos.
 
Precisamos é de uma política económica geradora de confiança nos agentes económicos e sociais, confiança que é vital para relançar a economia.
 
O Governo tem de decidir e agir rapidamente. A Energia e os Transportes Ferroviários de mercadorias são fundamentais para permitir a competitividade das Empresas do Norte, a manutenção e criação de Postos de Trabalho, e consequentemente a estabilidade social.
 
São cerca de 3.580.000 Habitantes que estão em causa, mais de 1/3 da população Nacional.
 
Tem-se passado a imagem de que o Governo está a tomar   medidas corajosas. Mas é preciso que não seja só corajoso nas decisões que penalizam os Trabalhadores. Tem que ser também corajoso nas acções que favoreçam a estabilidade Social e a Qualidade de Vida da População, principalmente das Regiões mais sacrificadas e deprimidas.
 
 
A propaganda não resolve os nossos problemas.
 
 
 
Flavius II
publicado por FlaviusII às 10:11
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