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Sexta-feira, 15 de Julho de 2005
“ As Jangadas de Pedra “
Nos tempos que correm criou-se o culto de que os outros são culpados ou têm que resolver tudo o que nós achamos que não está bem; então, nos aspectos que dizem respeito à gestão pública, isso é por demais evidente. Centrando-nos no mais importante para nós, o nosso concelho, verificamos que o poder local é pau para toda a colher no que a criticas destrutivas, se refere. Qualquer coisa, seja ela do âmbito da Câmara ou não, esta é sempre culpada e o que mais se ouve logo é “ a Câmara não fez… a Câmara é culpada… a Câmara tinha que …; “Claro” depois existem mentes mais iluminadas que o mais comum dos mortais ( que destes ainda se pode aceitar seja o que for) preocupando-se em transformar logo as coisas mais fúteis em causas de grande importância.
Evidentemente que nesta nossa cidade, tudo o que seja dizer mal sem dar a cara toma logo proporções de grandes causas.
Uma das grandes causas que a cidade recentemente ganhou foi o que eu vou chamar de “As Jangadas de Pedra”, depois de tantos outros nomes que já ouvi, não é mais que algumas das recentes obras realizadas e em realização desta Câmara.
Será que a transformação das Freiras, o Tabulado e os arruamentos estão assim tão mal? Posso até aceitar que, como eu, não se concorde com o projecto arquitectónico, mas isto não passa de uma questão de gosto, agora daí a pôr tudo em causa, é que as coisas se tornam mais graves. Haverá algum problema em transformar-se um pseudo jardim, em que a falta de civismo perdurava e muita gente não respeitava os seus espaços verdes, num largo ou praça para que as pessoas possam circular livremente quando se dirigem às instituições que o circundam? Realizar as mais variadas manifestações, nomeadamente aquelas que são motivadas por acontecimentos importantes para a região? Assistir às mais variadas animações culturais comodamente? Alguma vez existiu ou existe, um espaço central que possa privilegiar estas situações? Não seria uma infra-estruta importante para esta cidade? É “Claro” que as mentes mais brilhantes e iluminadas vem sempre levantar a sua voz com o argumento dos espaços verdes, mas a verdade é que dentro do perímetro central da cidade, existem muitos metros quadrados de espaços verdes que ninguém liga e sobre os quais ninguém se manifesta. O que dizer do Jardim do Bacalhau, das zonas envolventes do Forte de São Francisco, do Jardim Público, e em relação a este, porque não é frequentado? Será que está assim tão degradado que nos envergonha? Só a Câmara é que tem a obrigação de o dinamizar?
Rios de tinta se tem escrito e muitas conversas se tem realizado para invocar aquilo que de mal, se vai fazendo por cá.
Neste concelho vive-se um regime ditatorial e autoritário de tal forma que os responsáveis pela gestão do Município, não colocam os projectos em discussão pública, não realizam sessões públicas de esclarecimento dos mesmos, não informam quem quer ser informado de como os mesmos vão ser executados.
Porque algumas obras, tais como a rua do Olival, a envolvente ao Forte de São Francisco, o empreendimento da quinta do Rebentão, a requalificação do balneário termal, a recuperação do edifício da nova Biblioteca Municipal, não são objecto do mesmo tratamento. Por outro lado, no âmbito da Gestão Financeira, ninguém fala que o orçamento do corrente ano, foi aprovado em Assembleia Municipal sem votos contra. Mais uma vez, se nota que a estratégia é clara e não interessa falar no que está bem.
A indignação é um direito consagrado, tal como afirmava um antigo Presidente da República, e eu quero deixar aqui presente, a minha indignação com aquilo que se passa na política local. Como facilmente podemos constatar, o importante não é trazer para o debate público as “Jangadas” perdidas na imensidão do rio, esquecendo por completo o rio, onde as mesmas navegam.
Neste período que nos vai levar até ao dia 9 de Outubro torna-se pertinente que se debatam as grandes questões estratégicas para o concelho e se ponham de parte, as querelas pessoais e partidárias. Como eu, muita gente gostaria de ver a sociedade civil envolvida no debate das opções estratégicas, é que isto de se realizarem obras não basta, é preciso que as mesmas estejam enquadradas dentro de uma política de desenvolvimento local.
Que futuro nos reserva este concelho? Qual é a finalidade da realização das infra-estruturas criadas? Em que bases do desenvolvimento económico nos vamos apoiar para potenciar a região? Qual o nosso posicionamento face ao desenvolvimento empresarial? Quais as políticas sociais locais? O que fazer para evitar o fenómeno da desertificação?
Temo, que para mal de todos nós, estas e outras perguntas fiquem mais uma vez sem resposta e que o debate se vai fazer uma vez mais ao virar da esquina por pessoas que nem capacidades reconhecidas tem para gerir o seu posto de trabalho, quanto mais para se candidatarem a gerir os destinos da nossa Flávia.



Flavius II
publicado por FlaviusII às 00:21
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